Negócios na Net

REDEBIZ.NET - Negócios na Net: tudo o que precisa saber para o seu sucesso online.

Subscreva o Feed de Notícias e receba no seu mail todas as novidades.
O que lê neste artigo resulta do meu trabalho.Não existem aqui conteúdos copiados. Todos os artigos têm uma assinatura digital. Se é daquela minoria que gosta de roubar o trabalho dos outros agradeço que não o faça, até porque eu vou descobrir.

Autor: Webmaster

Setembro 6, 2011

Para ser empreendedor basta querer

Em Portugal, nestes tempos de crise, cada vez mais pessoas estão sem trabalho ou com salários em atraso; para além de que muitos negócios estão a correr mal e precisam ser reformulados. Isto obriga a que as pessoas sejam levadas a procurar lançar-se numa atividade por conta própria ou a passar da atividade onde estão para outra. Mas as barreiras existentes são várias: falta de uma cultura de empreendedorismo por uma parte significativa dos potenciais empresários, escassez de recursos financeiros e reduzidos conhecimentos básicos nas áreas da Gestão.

Estes últimos são por vezes maus mesmo naqueles que recebem formação específica e académica na área. Como uma boa parte dos docentes nunca pôs os pés numa empresa – ou apenas se limitam ao trabalho de “consultores”, passando receitas sobre aquilo que leram – os alunos entram no mundo empresarial com um saber descontextualizado das necessidades reais do mundo dos negócios.

No que respeita à escassez de recursos todos sabemos em que situação o País está: os bancos em Portugal nunca apostaram verdadeiramente no apoio às PME’s porque tiveram mais com que se entreterem: crédito hipotecário, financiamento das obras públicas, gestão de ativos financeiros (nomeadamente Dívida Pública), envolvimento em alguns grandes negócios e pouco mais; agora, como a crise, pior um pouco.

Recursos alternativos como o capital de risco, ou os business angels estão disponíveis apenas para determinados montantes de investimento e tipos de projetos muito particulares. Os apoios via QREN, que podem efetivamente ser uma ajuda, também obrigam à observação de determinadas regras que nem todos (para não dizer uma maioria) dos pequenos empreendedores está em condições de observar.

O crowdfunding, que a Redebiz lançou em Portugal, pode ser outra alternativa para financiar projetos e apoiar iniciativas de empreendedores.

Isto está certo!

Mas talvez o principal problema seja mesmo a falta da mentalidade empreendedora por parte de muitos portugueses. A essência disto reside possivelmente no medo atávico de falhar, coisa que é considerada quase como um “pecado”. Na verdade só não falha quem se dedica apenas a observar e a comentar resguardado dos problemas aquilo que os outros fazem.

Falhar faz parte do processo de aprendizagem, não tem mal nenhum. As pessoas cometem erros, não têm bolas de cristal; o importante é não cometer erros demasiado graves. Um negócio não correr tão bem como se esperava, pode acontecer, porque as contingências do Mercado são difíceis de prever e impossíveis de dominar.

Para complicar as coisas entrou na moda o negócio de ensinar o empreendedorismo e o “business coaching”. Não quer dizer que estas matérias não se possam aprender; mas mais uma vez elas são abordadas em regra por “evangelistas”, que pregam a fé mas estão totalmente fora da realidade do mundo dos negócios. É como se eu quisesse aprender a cozinhar com alguém que leu uns livros de culinária mas nunca se deu ao trabalho de pôr um bolo no forno e o deixou queimar, uma vez que fosse…

Esta indústria do empreendedorismo tenta vender a ideia que o empreendedor é uma espécie de super-homem que precisa de umas capacidades quase sobrenaturais para as quais tem de ser preparado (pagando para isso, claro) e que necessita inventar algo de incrivelmente único e original para ter sucesso. É preciso desmitificar esta ideia.

Em primeiro lugar o empresário tem de ser uma pessoa prática e resiliente perante as dificuldades, que se atira às tarefas do dia-a-dia como gato ao bofe. Não de uma forma voluntarista, claro, mas calculada e de acordo com um plano que tenha previamente traçado e se obrigue a cumprir, nunca esquecendo que a concorrência – real ou potencial – não anda a dormir.

Há muitas pessoas que têm a ambição de serem empresários mas não têm minimamente a dinâmica para o serem. Frequentam seminários, lêem os jornais económicos, mandam uma “bocas” sobre aquilo que os outros fazem (criticando em regra), mas não tiram os rabos das cadeiras.

Não tem cão? Experimente um gato. Não arranje desculpas

Dinâmica empreendedora

Também há quem considere que os empresários têm de ser uma espécie de génios da criatividade que inventam coisas de que nunca mais ninguém se lembrou, algo que só estaria ao alcance de mentes iluminadas: nada de mais errado. Grande parte das boas oportunidades de negócio em que se ganha mais depressa dinheiro estão em aproveitar ou “reacondicionar” coisas que já existem e o mercado conhece.

Se olharmos para a cadeia de valor que forma um produto ou serviço existente ou para o seu conceito alargado podemos aí encontrar muitas pequenas coisas que podem fazer a diferença: um sistema de entregas mais eficiente, um atendimento personalizado ao cliente, um pequeno pormenor que acrescenta uma utilidade importante, uma embalagem mais atrativa, um preço mais competitivo porque se conseguiu reduzir custos, etc.

É verdade que ser simples por vezes é complicado. Para encontrar as grandes oportunidades que se escondem por detrás de pequenas coisas, tirando partido delas de uma maneira prática nem sempre é fácil e evidente e muitas vezes as coisas estão mesmo à nossa frente e não damos com elas… Mas pela minha experiência pessoal essas pequenas grandes evidências surgem do envolvimento na implementação dos projetos e pelos ensinamentos que eles nos trazem do nosso convívio com eles.

Se um dado projeto se torna viável e começa a ter condições para acelerar não se pode pensar que o seu sucesso vai depender apenas do “génio” do empreendedor que criou a oportunidade. Ele vai ter de se rodear de pessoas competentes, especialistas em diferentes áreas, que o ajudem a fazer singrar o barco; o apoio destas pessoas é outros dos fatores críticos para o sucesso de qualquer projeto.

É claro que os bons custam dinheiro; é como no futebol: não se podem ganhar campeonatos com segundas linhas. Mas há soluções alternativas para resolver este problema: recorrendo ao “interim management” ou ao “mentoring”, tal como o serviço que a Redebiz criou do “Wizards Lab“.

Com pessoas competentes e empreendedoras, com os pés bem assentes na terra, mas com uma dinâmica e ambição incansáveis, será sempre possível vencer qualquer desafio. Vamos ao trabalho?


Leia também: “Motivação, Ousadia e Competência“.

Comentários

  1. Tatiana

    Tenho uma ideia e gostaria de lançar um projeto, mas não tenho conhecimentos de gestão ou economia nem quaisquer recursos financeiros. Como sei se a minha ideia é realizável e vale a pena apostar nela?

    Comentário feito em:
    9 de Setembro 2011
  2. Webmaster

    Faça-a chegar à Plataforma da RedeBiz Projetos que eles a podem avaliar o interesse.
    Escolher a primeira opção em http://redeBiz.net

    Comentário feito em:
    12 de Setembro 2011

Coloque aqui o seu comentário

Formulário de contacto

Deixe as suas impressoes preenchendo os campos abaixo

Introduza o seu endereço de E-mail:

Delivered by FeedBurner

Highslide for Wordpress Plugin