Autor: Webmaster
Como já falei noutro texto sobre as tendências do Web Design para 2010 a evolução previsível – e já observável – nesta matéria é variada e muito interessante, sendo que a mesma se centra na crescente simplicidade e “ergonomia” para o utilizador. Mas para além do aspeto estético propriamente dito, e que já descrevi nesse artigo, há outros elementos a ter em conta e que resumiria como se passa a enunciar, e que constituem os principais desafios, na minha opinião, para quem se dedica a produzir para a Web.
A concepção de páginas Web vai estar cada vez mais atenta às especificidades do cliente a que se destina. Não pode ser criada como um produto isolado, essencialmente dependente de considerações técnicas, fora de uma lógica de integração na missão, estratégia e objetivos da política comercial e comunicacional do Webmaster.
O material produzido para a Web, seja ele de que tipo for, deve ser coerente com a “imagem de marca” que o cliente pretende imprimir aos seus produtos offline e ajudar a vendê-la.
O material produzido para a Web deve “falar” com o visitante, interagindo com ele. No passado quem desenvolvia conteúdos para aInternet estava mais interessado em fazer um “show” de efeitos especiais – normalmente em Flash e JavaScript, mas não só – e em despejar a maior quantidade de “informação” possível, como se uma página Web fosse a mistura de uma enciclopédia com uma sala de cinema.
Hoje, e cada vez mais no futuro, isso não é assim: as pessoas são chamadas a intervir no desenvolvimento da informação exibida e a “dialogar” com o material que têm pela frente, que deve ser proporcionado de uma forma gradual e clara.
As animações e os conteúdos “rich media” no geral tenderão a ser mais subtis e a resultar, em boa parte dos casos, da intervenção do utilizador (ver exemplos no artigo referido acima acerca das Tendências do Web Design para 2010).
A questão da importância da interatividade no Web Design, por outro lado, tornará cada vez mais importante as ferramentas de CMS, responsáveis pela gestão de conteúdos dinâmicos, pelo que é de prever que linguagens como o PHP adquiram um peso ainda mais significativo na produção de material para a Internet.
Um grande preocupação para quem produz material para a Web sempre foi a de conseguir que as pessoas fiquem mais tempo no site, tenham “bounce rates” mais baixas e aumentem a profundidade das vistas. A questão é que, ao contrário do que se pensava, dizer tudo de uma vez não facilita essa tarefa. Os conteúdos devem ser hieraquizados, as mensagens devem ser cada vez mais claras e ter menos ruído á volta.
Assim, os conteúdos devem ser distribuídos e hierarquizados, a informação irrelevante e confusa dentro de cada tópico descartada, sendo que o utilizador deve ser, com as técnicas adequadas, levado a seguir o caminho do aprofundamento da visita, como se se tratasse da abertura das gavetas de um “psiché” para descobrir as guloseimas que se escondem dentro de cada gaveta…
A Internet móvel, vista da perspetiva de um “smartphone”, não pode ser a mesma da de um desktop. Daí a grande importância que irá assumir o desenvolvimento de conteúdos específicos para a Mobile Web.
Os smartphones vão desempenhar muito rapidamente um papel fundamental na estratégia de comunicação e marketing das empresas, pelo que os web designers vão ter que se adaptar a este novo formato. Então aqui o cuidado que é preciso ter a “poupar nas palavras” e a criar conteúdos eficientes e de absorção rápida e clara é ainda mais importante.
A Mobile Web, que no fim de contas representa a utilização da Internet “em trânsito”, vai ter que ter em atenção que as pessoas vão usar a informação obtida da mesma maneira com que usam o comando da TV: fazendo “zapping”. Aplicações como as da “realidade aumentada”, que fornecem informação online sucinta sobre um suporte “gráfico” em movimento, terão cada vez mais importância.
Os desafios são, portanto, muitos: o Web Design está longe de ser algo sobre o qual se possa fazer uma enciclopédia com verdades definitivas para colocar na prateleira a apanhar pó. Como diria Galileu a coisa “move-se”, olá se se move…
____________
1 – Autoria: futureofwebdesign.com; para ver o globo a rolar deve ter um site baseado no WebKit (derivado do KHTML, como o Safari ou o Google Chrome).
TAGS: Design, Internet, Visibilidade
Gosto muito do seu blog e sempre que posso leio os posts! Parabéns…..continue o ótimo trabalho. Shirley de Souza de Cestas de Natal