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Autor: Webmaster

Janeiro 8, 2010

Aumentar a visibilidade de um site na Net

Quais são as melhores práticas para aumentar a visibilidade de um site na Internet? Podem-se escolher dois caminhos que não se excluem antes se complementam: um  baseado na optimização do “ranking” das páginas nos motores de busca  e na sua promoção activa junto de outros sites (gratuito, em regra); outro, normalmente pago,  através de programas de afiliação ou do Google AdWords, por exemplo.

Em qualquer destas situações há outra questão a ter em conta que é a da apresentação (forma e conteúdo) do site ou blog: este é o “cimento”  que forma a base de qualquer acção de promoção, seja grátis ou paga.

Neste artigo vou falar acerca dos tópicos que têm a ver com a promoção gratuita do site. Esta passa em primeiro lugar pela sua optimzação no sentido de ser encontrado pelos motores de busca, como o Google,  Yahoo ou Bing, quando alguém os interroga. Esta técnica tem na gíria a designação de SEO1:


Optimização para motor de busca


1. Permalinks ajudam o Motor de Busca a relevar  conteúdos

Um permalink é uma URL que contem um dado artigo ou página de um site do tipo CMS2 ou tópico de um forum. Normalmente essas ligações não têm uma designação amigável para os motores de busca. Por isso é preciso mudá-los para uma designação semântica mais amigável que ajude os motores de busca a interpretarem o conteúdo que essa URL representa, valorizando-o de acordo com essa descrição. Exemplo:

Em vez de:

www.omeusite.com/?p=123.html

seria:

www.omeusite.com/culinaria/receita-sardinhas-assadas.html


A modificação da estrutura dos permalinks pode ser feita num menu próprio existente na área de administração do CMS3, onde é possível definir o seu formato.

Note que neste tipo de aplicaçõe são criadas URL’s não só para os “posts” mas também para as categorias e tags temáticas pelo que é muito importante que estas não tenham designações duplicadas mas antes que sejam diversificadas embora complementares.

Para os sites que não são geridos por CMS bastará que se tenha atenção na criação das URL designações semanticamente significativas para os conteúdos.


2. Título e meta descrição são importantes na indexação

Motores de Busca como o Google dão um peso relativo maior aos títulos das páginas (e aos textos introdutórios), pelo que é importante que estes reflitam o conteúdo que se pretende promover. O título não é o cabeçalho  (“header”) do texto mas uma etiqueta (“tag”) não visível para o utilizador e colocada no código da página depois do início do <body>. Exemplo:

<title>Este é o título do artigo | Aqui a designação do site</title>

As aplicações de Gestão de Conteúdos (como o WordPress) têm um campo próprio na zona de edição dos “posts” para definir essa etiqueta. Convem recordar que o Google apenas exibe 70 caracteres nas SERP4 relativamente ao título, pelo que este não deverá ter mais que essa extensão.

Por outro lado as palavras escolhidas, para além de serem relevantes (e coerentes) com o  conteúdo, devem procurar conter alguma dose – embora não excessiva -  de originalidade para que  exista uma maior probabilidade da página ser encontrada no meio de outros sites que se dedicam ao mesmo tema mas têm um ranking5 mais elevado.

Um bom ponto de partida para determinar  que palavras-chave utilizar é procurar quanto as mesmas e outras  com significado idêntico estão a ser usadas pelas pessoas quando interrogam o Google: https://adwords.google.com/select/KeywordToolExternal

A meta descrição é uma espécie de “sumário executivo” do conteúdo da página que não se encontra no texto mas é visível para o motor de busca e que ele eventualmente coloca na SERP. Por isso os termos empregues têm, mais uma vez, de ser bem escolhidos porque se o seu contéudo não for relevante e não tiver a combinação de palavras-chave adequada não ajudará no processo.

A meta descrição da página – não a do site – deve ser colocada também a seguir ao início da tag <body> e tem este aspecto:


<meta content=”Aqui a descrição do conteúdo.” />


Pode aqui por o texto que entender, sendo que a maior parte dos motores de busca não exibem mais do que 160 caracteres. Convem no entanto dizer que o Google nã0 mostra a descrição se o “robot” chegar à conclusão que o texto tem uma maior densidade de palavras-chave relativamente à procura que foi feita. Em todo o caso não a utiliza para indexar o resultado da busca.

Outra questão são as tags que contêm “keywords” (palavras-chave) do texto. O Google simplesmente ignora-as. O Yahoo lê-as e o Bing também, tendo mesmo um texto sobre o assunto que diz:

“(…) Escolha palavras que sejam secundárias, guardando as principais para usar na tag <title> e na meta descrição e inclua mesmo erros tipográficos comuns usados nas keywords primárias”.

Estas tags só são visíveis apenas para os “robots” e têm o aspecto que segue, devendo ser colocadas a seguir à tag da descrição:


<meta name=”keywords” content=”aaa, bbb, ccc, ddd, eee” />


3. Optimização dos conteúdos favorecem posicionamento

Este é o aspecto mais importante de todos: sem conteúdos interessantes e originais será muito difícil ter uma boa classificação no motor de busca, porque se se limitar a reproduzir quem chegou primeiro aparecerá sempre atrás dele.

Por outro lado o conteúdo deve conter numa quantidade mínima6 as palavras-chave relevantes para o assunto que pretende atrair os seus leitores, sem o tornar pesado ou de difícil leitura. Como já se falou noutro artigo o design da página tem aqui um papel muito importante.

Se a função do seu site não é dar notícias ou fornecer tutorias é de evitar de todo um peso excessivo de massa de texto corrido porque as pessoas não terão paciência para o ler. Use elementos gráficos para ilustrar o que pretende dizer e deagregue os conteúdos em vários tópicos, usando links internos para conduzir os seus leitores para outras páginas.


Assim será possível que o visitante permaneça mais tempo na página e eventualmente se interesse por outros conteúdos que tem disponíveis, volte outras vezes sem ter de passar pelo motor de busca. Para obter este resultado é útil ter uma área para subscrição de mailling lists ou envio de conteúdos via RSS7.

No que respeita à utilização de imagens ou animações em Flash, convem usa-las com moderação (a não ser que o seu site pretenda exibir portfolios de produtos, por exemplo).  Este tipo de conteúdos não são “SEO Friendly”, devendo evitar de todo colocar mensagens relevantes para a indexação do site em blocos de imagens porque os motores de busca não serão capazes de as ler. Quando achar que as deve usar deverá sempre “tagueá-las” com a etiqueta <ALT> onde irá colocar a sua descrição. Exemplo:


<img src=”http://omeusite.com/uploads/sardinha.png” alt=”A sardinha: ajuda à alimentação saudável” />

Outro aspecto importante em termos de optimização dos conteúdos é a criação de “links internos” redirecionando o utilizador para outra área do site: quer por uma questão de usabilidade, como já foi dito atrás, quer por razões de SEO. Na verdade a existência dessas ligações internas aumenta a probabilidade global dos conteúdos do seu site serem encontrados, o que é “simpático” para o algoritmo que pesa esse critério na indexação das páginas.

Para o WordPress, por exemplo, existem “plugins” que se encarregam de encontrar automaticamente essa relevância entre  diferentes “posts”, ligando-os entre si. Mas nem sempre a análise feita por esses programas é satisfatória, pelo que é muitas vezes conveniente fazê-la “à mão”.

Quando fizer um hipertexto que ligue  para outro conteúdo interno (ou externo) é importante, para que este contribua para dar relevância à sua página, utilizar textos âncora relacionados com o seu tema em vez de contextos do tipo “Prima AQUI para saber mais”.

Pegando outra vez no exemplo das sardinhas,  a frase devia parecer-se mais com isto:

“Saiba mais sobre a importância das sardinhas na alimentação.”

O código contendo o texto âncora acima seria assim:


<p>Saiba mais sobre a <a title=”Alimentação saudável” href=”http://www.omeusite.com/alimentacao-saudavel/sardinhas”>importância das sardinhas na alimentação</a></p>


Se passar com o rato por cima do link vai ver que ele exibe a descrição contida no “title”, neste caso importante para sublinhar a relevância do conteúdo antes deste ser clicado.

O tipo de letra usado – por exemplo o uso dos tags  <H1> e <H2>  (cabeçalhos) – também servem para o motor de busca verificar a relevância que quer atribuir a determinados termos no documento e assim valorizá-los  e considerá-los fiáveis e dignos de serem – ou não – bem classificados.

Note ainda que embora, como se disse acima, não deva exagerar na mancha contínua de texto este também não deve ser tão pequeno que não permita dar relevância suficiente ao conteúdo que quer promover.


A qualidade dos conteúdos e a forma como estes estão estruturados e ligam com outros  é um factor determinante como técnica SEO


4. Actualizar conteúdos conta para aumentar Ranking

Finalmente, manter os conteúdos actualizados  e “frescos” é outro factor que é pesado pelos motores de busca para posicionar as  páginas, atribuindo-lhe um bom ranking8. Considera-se que as páginas que são mais actualizadas despertam maior interesse nos utilizadores. Por outro lado, mesmo que assim não fosse, o refrescamento dos conteúdos é sempre importante para fidelizar o visitante que já conhece o site, mantendo vivo o seu interesse.

Ir acrescentando novos temas / páginas ao site interligadas entre si através de assuntos comuns aumenta a probabilidade destas serem encontradas, melhorando assim o seu posicionamento global e o específico da página que recebe mais links internos.

Link building


5. Bons links externos (“inbound links”)  melhoram posicionamento

Os links que um site recebe do exterior são um factor de grande importância para melhorar o seu posicionamento nos motores de busca (para além de lhe trazerem tráfego directamente desses links). Pode ver aqui um texto fácil  acerca da lógica por detrás do algoritmo PageRank, que  explica a “matemática” por detrás deste critério. Embora a obtenção de links relevantes para a página de cada um seja algo que não depende só da vontade do “webmaster” , há várias coisas que ele pode fazer para obter esses links:

Ter contéudos interessantes e originais que  levem a que outros webmasters ou editores recomendem a sua página;

Fazer ligações a agregadores de notícias9 e directórios, sobretudo nos  especializados na temática do site;

Colocar artigos com ligações ao site em redes sociais como o Facebook ou Linkedin: para além de divulgarem a informação que aí quiser disponibilizar estes sites também são indexados pelos motores de busca;

Embora nem todos os sites / blogs e grupos de discussão (foruns) o permitam, outros autorizam a colocação de “backlinks” para o seu site; participe nas discussões e quando for oportuno, sem “forçar” , submeta algum comentário interessante que conduza a uma ligação sobre o assunto no seu site;

A submissão de artigos em  sites especializados nessa actividade é outra forma conhecida de promoção; infelizmente não existem em língua portuguesa muitos sites dedicados a esta actividade. Artigopt.com é um deles.

Noutro artigo vou falar sobre formas não gratuitas de promover o seu site. Espero que a informação prestada lhe tenha sido útil. Ela é o resultado da minha própria experiência e discussão / análise de muita matéria (nem sempre bem fundamentada) que existe disponível sobre o assunto. Qualquer questão não hesite em ma colocar.


_________________________

1 – SEO: Search Engine Optimization.

2- CMS: Content Management Systems (como blogs, portais, portfolios e outros sites em que é feita uma gestão dinâmica dos respectivos conteúdos  mediante a interacção entre uma base de dados e uma “framework” que produz a exibição automática daqueles).

3 – Esta alteração tenta rescrever o ficheiro .htaccess pelo que é necessário que ele possua as permissões para o efeito, sem o que ela não se poderá realizar.

4 – SERP: Search Engine Result Page (página que é exibida pelo motor de busca quando se faz a consulta).

5 – Para igual peso em termos de relevância dos termos nos motores de busca estes usam variáveis no algoritmo de indexação que pesam a exibição das páginas de acordo que a probabilidade que elas têm de ser encontradas pelas ligações que estabelecem entre si (“backlinks”). Quanto mais backlinks – no contexto do assunto –  uma página tiver mais alto se situará no motor de busca, mantendo-se iguais os restantes factores.

6 – Não existe nenhuma fórmula matemática a dizer qual deva ser a densidade ideal para optimizar o seu site em termos de visibilidade nos motores de busca, se bem que haja  quem diga que deve andar à volta dos 3%.  Embora possa ter presente este valor, o importante mesmo é desenvolver o contúdo com naturalidade, preocupando-se antes com a legibilidade e fluidez dos textos. Em todo o caso existem vários programas que permitem fazer o cálculo do peso relativo das keywords no documento que estão disponíveis na Internet (use-os de vez em quando só para verificar se não se esqueceu de as usar…)

7 – A tecnologia RSS é usada para agregar conteúdos e fazer o seu feed para “assinantes” através do  e-mail ou barra do Navegador.

8 – Só podemos especular sobre a importância de cada factor de indexação porque, por exemplo,  a equação usada pela Google para avaliar a importância objectiva de cada página tem mais de 200 variáveis e só eles conhecem o seu peso relativo.

9 – Há sites, como o Digg, StumbleUpon ou o Linkk que recebem submissões ou “votos”  de artigos que publique, apresentadas por si ou visitantes das suas páginas. Outros, basta serem “pingados” para que capturem os conteúdos e os exibam ou apresentem extractos com links para o seu site (alguns, como o BlogBlogs, obrigam a um registo prévio  antes de  aceitarem os “pings” ); noutro texto vou voltar a este assunto com mais pormenor.

CATEGORIA: Marketing

Comentários

  1. Genilson Lima

    Boas dicas bem sistematizadas. A otimização dos sites tem muita matéria para ser discutida. Obrigado pelo post.

    Comentário feito em:
    9 de Janeiro 2010
  2. Jonatan Bandeira

    Obrigado por compartilhar seu conhecimento. Espero utilizar essas ferramentas e obter sucesso.

    Abraço!!!

    Comentário feito em:
    15 de Maio 2010
  3. Nilvan Oliveira

    Suas dicas foram de grande utilidade para mim, pois estou querendo montar um negocio na internet, e assim saberei como começar. Muito obrigado e que Deus te ilumine.

    Comentário feito em:
    7 de Outubro 2010
  4. Pedro Cruz

    Parabéns! As infomações aqui são de grande valor!

    Comentário feito em:
    20 de Janeiro 2011
  5. Augusto Pascoal

    Irei voltar aqui várias vezes para seguir todos os seus conselhos sobre como ser encontrado na internet, obrigado pelo post.

    Comentário feito em:
    28 de Abril 2011
  6. Vasti

    Avaliando este conteudo vejo:
    Alguns fatores relevante, outros pouco objetivo, digamos o tudo muito obvio.
    Mas no geral esta bom … para ajudar inciantes.

    Comentário feito em:
    2 de Março 2012
  7. Webmaster

    Há coisas que parcem muito óbvias depois de se explicarem…
    Quanto aos fatores “pouco objetivos”, era bom se explicasse quais, para eu poder ver se concordo ou não. Assim é apenas uma “boca” ;)

    Comentário feito em:
    3 de Março 2012
  8. isabel leitão cymerman

    Uma sistematização muito útil para quem não percebe do assunto mas percebe a sua importância!! Obrigada!

    Comentário feito em:
    22 de Abril 2012

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